terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Tudo aquilo que faltou naquelas noites foi achado em uma. Sem grandes confusões, com apenas uma vítima.

Subia leve.
Palpitava só de brincadeira.
Como não sorrir ao lembrar de Chico, de Steven, do menino?
Sequestrava aquele suspiro procurado há tempos.
Espalhava pelos Móveis, pelo apartamento
Toda a sujeira acumulada, deixando vestígios na almofada e no copo americano de requeijão utilizado para beber água. 

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Sem mais

Te desejei aqui, uma última vez
Você me olhava daquele jeito, aquele olhar que só você sabe
Que me confidenciou quando te ensinei a minha astronomia,
Sem te confessar que era apenas minha e que eu era sua

domingo, 28 de dezembro de 2014

Blinding

Fuckin little world
Até meus ossos balançaram, sacudiram
Com o som de sua voz, naqueles gritos, naquela trilha sonora absurda

Percorreu por todo o meu corpo, naqueles milésimos estendidos, o seu beijo cru
Cada fibra profanava aquela ressurreição insana
E todas elas morreram como todos os momentos

Os meus olhos tombaram, se vestiram de púrpura
Minha boca, flor morta, sufocou em cinzas e terras

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Vertical

Deito tudo para o chão
Não, não tudo.
Deito tudo para o chão,
Mas os olhos deixo levantados.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Antes do café

Despertei amarrotada
Sentindo o seu cheiro a transpassar o sono e me atingindo ali, em cheio.
Confesso que não tive como esconder meu risinho,
Leve e debochado
Bem do jeito que te amarrota, que te transpassa.
Despertei entre travesseiro e lençol
Com o cabelo sem nós. 

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Fazendinha

Ruminei feito uma boa vaca que sou
Produzi um leite morno, que tu vieste colher cedinho
Assim, num banquinho, a espremer minha teta sem carinho

Ruminei feito uma boa vaca que sou
Com as patas atadas, entre estrume e mugidos,
Tu me deixaste sozinha. 

?

Decifra-me ou devora-me.
Devora-me ou decifro-te.