sábado, 15 de outubro de 2011

Ponto de vista

O que meus olhos vêem
Reflexo de minha alma,
Louca!
Toda uma sensação e percepção
Que ninguém nota
Louca!

sábado, 8 de outubro de 2011

Naturalizando-me

Não me proíbas nada
Esperar de mim a regularidade da maré
É esquecer-se da força com que ela vem
E a religiosidade com que se vai
Encontro-me pétala abandonando a árvore
E se perdendo no vento
Sou flor despencando
Sem saber em que terras vai parar

Sem agulha

Como podes me devolver em pedaços
Deixar apenas retalhos
Uma mortalha a ser costurada
Furos irremediáveis
Um pano desfiando

sábado, 17 de setembro de 2011

A natureza da minha janela

O vento me chama
O sol oferece seu conforto
Seu carinho.

O azul, tão belo,
Faz promessas infinitas
Nesse momento finito
E fugaz.

Seu verde acaricia
Minha pele levemente
Se faz meu melhor amante
Com tantos amores.

E esse brilho
Que inunda meus olhos
Não sabe ser nada além de brilho.
Dançando sutilmente
Para me converter, submeter
E o tempo todo me ter.

Só você?

O que eu queria
Era um príncipe vindo a pé,
De barba por fazer,
Violão nas costas,
Poesia nos lábios,
Promessas boêmias,
Olhos livremente apaixonados.

O que pseudo me vem é você
E não posso deixar de acrescentar
A palavra “só”
Antes de você.

O absurdo da triste realidade

Ridícula!
É a mente feminina,
Que tolamente se imagina
Nos braços do doce príncipe
Por ter cruzado
Por um sapo arrumado.

domingo, 19 de junho de 2011

Teatro

O vaso com falsas pétalas
Finge que alegra
A triste casa sob areia.

O trovão desperta
O medo retardado
Que apenas lamenta o passado.

O mar é imitado
Pelas folhas que seguem o passo
Desse vento que é um companheiro lastimável.