domingo, 27 de janeiro de 2013

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Esse choro preso que não se liberta. Repleto de uma aflição mal fundamentada. Completamente sem enredo, se quer posso culpar os personagens. Não há! Sobe na garganta, contrai meu corpo numa agonia muda. Traz a mente o nada, um vácuo torturador que agrava, agrava isso. Agrava tudo. Sentada, reclusa em mim, se desfaz essa dor. Então bate a saudade desse sentimento incompreensível, mas tão vivo. Tão latente. Ao menos com ele meu coração descompassa.  

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Toc-toc


              No mínimo interessante, interessantíssimo. Fico me pergunto se ao colocar essa blusa com essa saia, ela deixou o útero em casa. Impossível ela ainda estar com todos os órgãos, tem que ter alguma explicação. Se bem que os seios quase não estão na blusa, pode ser isso.                 
             Logicamente à volta a esse bar me rendeu algumas novas observações. Veja bem meu bem, logo me deparo com duas moças que a primeira vista me fez acreditar que a mágica de Toy Story existe, afinal estava diante de duas bonecas infláveis que falavam e andavam. Mas ao observá-las melhor fiquei em dúvida, tinha um que natalino na decoração delas.
            Enquanto enfrentava um grande dilema (elas eram bonecas infláveis, enfeites de natal ou a própria árvore de natal?), as moças conversavam ali perto e tive a imensa vontade de bater de leve, como se bate em uma porta para anunciar a sua chegada, no braço de uma delas para ver se era tão oco quanto aparentava.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Perspectiva

Cortar os pulsos na horizontal seria mais rápido
e menos inútil.
Talvez dê tempo de contar as folhinhas daquela árvore.

Talvez

Acho que posso esperar mais quinze segundos.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

sábado, 22 de setembro de 2012

sábado, 15 de setembro de 2012

Literatura

Seria feio dizer que o que tive foram romances.
Apenas conheço contos e algumas crônicas.

sábado, 14 de julho de 2012

Apenas um desabafo, por favor


            A arte da sedução no mundo feminino está simplesmente longe da simplicidade, ela exige sofrimento e sabe-se lá mais o que querida Vênus cobra de suas discípulas.
            Ao retornar a um bar que sempre rende boas análises, pude observar a arte já citada. Lá havia inúmeras meninas-mulheres e a grande maioria vestia saia. Sim, saia. Em pleno inverno! Alguns podem rir neste exato momento dizendo que aqui não há inverno de verdade, porém aquela era uma noite BEM fresquinha e o ar condicionado estava ligado. Assim, não fazia sentido ter tantas saias. O mais interessante é que a variedade de saias era minúsculas (do mesmo modo que o comprimento delas). Portanto, tínhamos várias saias iguais, nossas queridas bandages, possuindo diversos tipos de corpos. Desde a menina, que acabou de aprender a andar em suas pernas ainda estúpidas, até ás que tiveram os olhos nascidos muito antes que suas pernas. Pude apreciar um desfile vulgar, cujas bundas engrandecidas pelas bandages eram aumentadas e quase expostas, as coxas gostavam de brincar de serem irmãs siamesas e de nos fazer apiedar delas, oferecendo as mesmas um pouco de hipoglós.
            A curiosa arte da sedução exige um exibicionismo que nem sempre favorece a pobre garota que seduz, a parte dolorosa condiz em abrir mão de qualquer individualidade e se entregar de corpo e bunda à roupas desconfortáveis e desoriginais que são capazes de te arrumar alguma boca estranha.