Esse choro preso que não se liberta. Repleto de uma aflição mal
fundamentada. Completamente sem enredo, se quer posso culpar os personagens.
Não há! Sobe na garganta, contrai meu corpo numa agonia muda. Traz a mente o
nada, um vácuo torturador que agrava, agrava isso. Agrava tudo. Sentada, reclusa em mim, se
desfaz essa dor. Então bate a saudade desse sentimento incompreensível, mas tão vivo.
Tão latente. Ao menos com ele meu coração descompassa.
domingo, 27 de janeiro de 2013
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Toc-toc
No
mínimo interessante, interessantíssimo. Fico me pergunto se ao colocar essa
blusa com essa saia, ela deixou o útero em casa. Impossível ela ainda estar com
todos os órgãos, tem que ter alguma explicação. Se bem que os seios quase não
estão na blusa, pode ser isso.
Logicamente à
volta a esse bar me rendeu algumas novas observações. Veja bem meu bem, logo me
deparo com duas moças que a primeira vista me fez acreditar que a mágica de Toy
Story existe, afinal estava diante de duas bonecas infláveis que falavam e
andavam. Mas ao observá-las melhor fiquei em dúvida, tinha um que natalino na
decoração delas.
Enquanto enfrentava um grande dilema
(elas eram bonecas infláveis, enfeites de natal ou a própria árvore de natal?),
as moças conversavam ali perto e tive a imensa vontade de bater de leve, como
se bate em uma porta para anunciar a sua chegada, no braço de uma delas para
ver se era tão oco quanto aparentava.quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Perspectiva
Cortar os pulsos na horizontal seria mais rápido
e menos inútil.
Talvez dê tempo de contar as folhinhas daquela árvore.
Talvez
Acho que posso esperar mais quinze segundos.
e menos inútil.
Talvez dê tempo de contar as folhinhas daquela árvore.
Talvez
Acho que posso esperar mais quinze segundos.
terça-feira, 16 de outubro de 2012
sábado, 22 de setembro de 2012
Contador de histórias
Ah, sim! O romance!
Uma história entoada
Por vozes masculinas
Para o cérebro dormir.sábado, 15 de setembro de 2012
Literatura
Seria feio dizer que o que tive foram romances.
Apenas conheço contos e algumas crônicas.
Apenas conheço contos e algumas crônicas.
sábado, 14 de julho de 2012
Apenas um desabafo, por favor
A arte da sedução no mundo feminino
está simplesmente longe da simplicidade, ela exige sofrimento e sabe-se lá mais
o que querida Vênus cobra de suas discípulas.
Ao retornar a um bar que sempre
rende boas análises, pude observar a arte já citada. Lá havia inúmeras
meninas-mulheres e a grande maioria vestia saia. Sim, saia. Em pleno inverno!
Alguns podem rir neste exato momento dizendo que aqui não há inverno de
verdade, porém aquela era uma noite BEM
fresquinha e o ar condicionado estava ligado. Assim, não fazia sentido
ter tantas saias. O mais interessante é que a variedade de saias era minúsculas
(do mesmo modo que o comprimento delas). Portanto, tínhamos várias saias
iguais, nossas queridas bandages, possuindo diversos tipos de corpos. Desde a
menina, que acabou de aprender a andar em suas pernas ainda estúpidas, até ás
que tiveram os olhos nascidos muito antes que suas pernas. Pude apreciar um
desfile vulgar, cujas bundas engrandecidas pelas bandages eram aumentadas e quase
expostas, as coxas gostavam de brincar de serem irmãs siamesas e de nos fazer
apiedar delas, oferecendo as mesmas um pouco de hipoglós.
A curiosa arte da sedução exige um
exibicionismo que nem sempre favorece a pobre garota que seduz, a parte
dolorosa condiz em abrir mão de qualquer individualidade e se entregar de
corpo e bunda à roupas desconfortáveis e desoriginais que são capazes de te
arrumar alguma boca estranha.
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