Seria feio dizer que o que tive foram romances.
Apenas conheço contos e algumas crônicas.
sábado, 15 de setembro de 2012
sábado, 14 de julho de 2012
Apenas um desabafo, por favor
A arte da sedução no mundo feminino
está simplesmente longe da simplicidade, ela exige sofrimento e sabe-se lá mais
o que querida Vênus cobra de suas discípulas.
Ao retornar a um bar que sempre
rende boas análises, pude observar a arte já citada. Lá havia inúmeras
meninas-mulheres e a grande maioria vestia saia. Sim, saia. Em pleno inverno!
Alguns podem rir neste exato momento dizendo que aqui não há inverno de
verdade, porém aquela era uma noite BEM
fresquinha e o ar condicionado estava ligado. Assim, não fazia sentido
ter tantas saias. O mais interessante é que a variedade de saias era minúsculas
(do mesmo modo que o comprimento delas). Portanto, tínhamos várias saias
iguais, nossas queridas bandages, possuindo diversos tipos de corpos. Desde a
menina, que acabou de aprender a andar em suas pernas ainda estúpidas, até ás
que tiveram os olhos nascidos muito antes que suas pernas. Pude apreciar um
desfile vulgar, cujas bundas engrandecidas pelas bandages eram aumentadas e quase
expostas, as coxas gostavam de brincar de serem irmãs siamesas e de nos fazer
apiedar delas, oferecendo as mesmas um pouco de hipoglós.
A curiosa arte da sedução exige um
exibicionismo que nem sempre favorece a pobre garota que seduz, a parte
dolorosa condiz em abrir mão de qualquer individualidade e se entregar de
corpo e bunda à roupas desconfortáveis e desoriginais que são capazes de te
arrumar alguma boca estranha.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Gato Preto
Hoje eu vi um gato preto. Quando ele me viu paralisou,
encarou-me nos olhos e brincou de estátua. Quando dei um sutil passo ele
correu. Correu.
Para
ele correr era o mais prático e seguro a se fazer. Correu com facilidade, com a
agilidade de um gato preto.
Vi seu
corpo preto esticar e encolher no verde da grama alta. Rapidamente ganhou
velocidade. Invejei profundamente o gato.
Invejei
o gato profunda e amargamente. Tudo o que eu queria era ter essa liberdade de
correr, simplesmente correr do que me
assusta, do que me magoa. De quem eu magoo.
Sim, de
quem eu magoo. Parece que nos últimos tempos só eu possuo a capacidade de
magoar, ferir e/ou decepcionar as pessoas. Só eu. Estranho não? Devo estar
cercada de pessoas perfeitas, afinal elas nunca me machucam.
Oh,
leitor, se eu escrevesse feito os latinos estaria a exclamar: “Oh! Coitada que
sou”. Se escrevesse polidamente talvez dissesse: “Quantas injúrias”. Porém quero
escrever simples e grosso, assim apenas escrevo: “Mas que merda!”.
Desculpe-me
a falta de polidez, o abandono de clássicas lamentações e o uso de um português
claro demais. Porém só assim consigo descrever a merda que é ter que ser
estátua e não correr, ter que ser educada e sorrir, quando todos sentam no
próprio rabo e me apontam como a responsável por Jesus ter parado na porra da cruz.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Manhãs, tardes e noites
É num colo que descanso os pensamentos
Minha alma se transforma em riacho calmo
Faz meu sorriso fluir naturalmente pelo meu rosto
Nesses momentos minha felicidade é completa
Minha paz é seu reflexo
Meus segundos são sem tempo.
Minha alma se transforma em riacho calmo
Faz meu sorriso fluir naturalmente pelo meu rosto
Nesses momentos minha felicidade é completa
Minha paz é seu reflexo
Meus segundos são sem tempo.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Errar duas vezes seria...
Já faz quanto tempo que ele está falando? Será que
não sabe ler minha linguagem corporal? Amigo, não estou interessada em você,
estou apenas sendo educada (nem simpática estou!).
Lição de hoje à noite: sempre que for
ao banheiro de um pub/bar/qualquer lugar que tenha gente que você não conheça, SEMPRE
vá acompanhada de alguma amiga.
Vou
explicar o porquê dessa lição. Estava eu, quietinha na mesa, ouvindo a conversa
e o show, curtindo o meu mojito quando decidi ir ao banheiro conferir o estado
do meu cabelo. Para chegar ao banheiro tive que abrir caminho no meio de várias
cervejas e seus vassalos. Percebi que um
deles tentou eye contact, mas... Eu só queria chegar ao banheiro!
Na volta
do banheiro (após longos minutos necessários para me convencer que o meu cabelo
armado e enrolado é uma forma ímpar de estilo e glamour) o cara do quase eye
contact me parou e agora estou conversando com ele.
Hum,
não é nada mau de olhar: olho muito verde, cabelo preto estilozinho, um
piercing na sobrancelha, brinco em uma das orelhas. Não está mau vestido: calça
jeans e camiseta preta (se bem que é decote em V, o que não é a coisa mais
máscula possível). Sabe, ele até que é fofinho. Não chegou chegando, entende? Até
já descreveu várias formas de preparar miojo. O problema é que sou tola. Sim,
T-O-L-A! Por que digo isso? Porque estou cometendo o mesmo erro que cometi com
o Faltando-Goleiro.
→Pausa
importante para resumo da história do Faltando-Goleiro (F.G): O F.G foi um affair
de um pouco mais de um mês. No curto tempo no qual passamos juntos ele viajou e
quando eu saí não fiquei com ninguém por consideração a ele, tolinha. Bem sei
que enquanto ele viajou não houve tal consideração por parte dele (bem provável
que enquanto ele estava aqui também não), mas enfim...
Vamos ao erro atual, que estou
cometendo neste exato momento: estou há quase dois meses com o Batata e ele
está viajando (e tem uma certa ex nesta viagem...) Estranho déjà vu... Preciso
explicar mais alguma coisa? Agora tem uma música tocando exclusivamente
dentro da minha cabeça: “Viajar sem mim, me deixar
assim. Tive que arranjar alguém pra passar os dias ruins”.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Na minha cozinha
Eu vou fazer um chocolate quente
Especial para você saborear
E a sua boca queimar.
Queimar a sua língua
Como o asfalto faz arder
Os pés da nossa infância.
Quem sabe assim
Essa nossa nata elitizada
Decide finalmente se movimentar.
Especial para você saborear
E a sua boca queimar.
Queimar a sua língua
Como o asfalto faz arder
Os pés da nossa infância.
Quem sabe assim
Essa nossa nata elitizada
Decide finalmente se movimentar.
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
Integridade
Eu percebi
Meu nome apenas hoje
Meu nome apenas hoje
Toda a sua sonoridade e poder
E tomei a sua posse
Apenas agora.
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