Como podes me devolver em pedaços
Deixar apenas retalhos
Uma mortalha a ser costurada
Furos irremediáveis
Um pano desfiando
sábado, 8 de outubro de 2011
sábado, 17 de setembro de 2011
A natureza da minha janela
O vento me chama
O sol oferece seu conforto
Seu carinho.
O azul, tão belo,
Faz promessas infinitas
Nesse momento finito
E fugaz.
Seu verde acaricia
Minha pele levemente
Se faz meu melhor amante
Com tantos amores.
E esse brilho
Que inunda meus olhos
Não sabe ser nada além de brilho.
Dançando sutilmente
Para me converter, submeter
E o tempo todo me ter.
O sol oferece seu conforto
Seu carinho.
O azul, tão belo,
Faz promessas infinitas
Nesse momento finito
E fugaz.
Seu verde acaricia
Minha pele levemente
Se faz meu melhor amante
Com tantos amores.
E esse brilho
Que inunda meus olhos
Não sabe ser nada além de brilho.
Dançando sutilmente
Para me converter, submeter
E o tempo todo me ter.
Só você?
O que eu queria
Era um príncipe vindo a pé,
De barba por fazer,
Violão nas costas,
Poesia nos lábios,
Promessas boêmias,
Olhos livremente apaixonados.
O que pseudo me vem é você
E não posso deixar de acrescentar
A palavra “só”
Antes de você.
Era um príncipe vindo a pé,
De barba por fazer,
Violão nas costas,
Poesia nos lábios,
Promessas boêmias,
Olhos livremente apaixonados.
O que pseudo me vem é você
E não posso deixar de acrescentar
A palavra “só”
Antes de você.
O absurdo da triste realidade
Ridícula!
É a mente feminina,
Que tolamente se imagina
Nos braços do doce príncipe
Por ter cruzado
Por um sapo arrumado.
É a mente feminina,
Que tolamente se imagina
Nos braços do doce príncipe
Por ter cruzado
Por um sapo arrumado.
domingo, 19 de junho de 2011
Teatro
O vaso com falsas pétalas
Finge que alegra
A triste casa sob areia.
O trovão desperta
O medo retardado
Que apenas lamenta o passado.
O mar é imitado
Pelas folhas que seguem o passo
Desse vento que é um companheiro lastimável.
Finge que alegra
A triste casa sob areia.
O trovão desperta
O medo retardado
Que apenas lamenta o passado.
O mar é imitado
Pelas folhas que seguem o passo
Desse vento que é um companheiro lastimável.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Minha perseguidora
Oh loucura
Eu já não te disse para ir embora?
Me deixe cá!
Não sou nada sua!
Essa loucura
É puramente possessiva
Tem em mim obsessão
Não aceita nosso divórcio
Meu casamento com a sanidade.
Eu já não te disse para ir embora?
Me deixe cá!
Não sou nada sua!
Essa loucura
É puramente possessiva
Tem em mim obsessão
Não aceita nosso divórcio
Meu casamento com a sanidade.
sábado, 11 de junho de 2011
Meu mundo
Minha varanda
tem dois sóis e uma lua
que nos chamam para caminhar
Nela passa
uma rua infinita
com um louco a cantarolar
que uma estrela
ele descobriu bem ali
confundida
com um poste de luz
destinado a sempre brilhar
na minha varanda
passa dia e passa noite
numa misteriosa mistura
que nos faz pegar
aquele ônibus
sem direção alguma
com flores e senhores
sempre a cantar
que uma estrela
eles descobriram ali
esperando-os adormecida
sonhando que era apenas
um poste de luz
tem dois sóis e uma lua
que nos chamam para caminhar
Nela passa
uma rua infinita
com um louco a cantarolar
que uma estrela
ele descobriu bem ali
confundida
com um poste de luz
destinado a sempre brilhar
na minha varanda
passa dia e passa noite
numa misteriosa mistura
que nos faz pegar
aquele ônibus
sem direção alguma
com flores e senhores
sempre a cantar
que uma estrela
eles descobriram ali
esperando-os adormecida
sonhando que era apenas
um poste de luz
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