O vento me chama
O sol oferece seu conforto
Seu carinho.
O azul, tão belo,
Faz promessas infinitas
Nesse momento finito
E fugaz.
Seu verde acaricia
Minha pele levemente
Se faz meu melhor amante
Com tantos amores.
E esse brilho
Que inunda meus olhos
Não sabe ser nada além de brilho.
Dançando sutilmente
Para me converter, submeter
E o tempo todo me ter.
sábado, 17 de setembro de 2011
Só você?
O que eu queria
Era um príncipe vindo a pé,
De barba por fazer,
Violão nas costas,
Poesia nos lábios,
Promessas boêmias,
Olhos livremente apaixonados.
O que pseudo me vem é você
E não posso deixar de acrescentar
A palavra “só”
Antes de você.
Era um príncipe vindo a pé,
De barba por fazer,
Violão nas costas,
Poesia nos lábios,
Promessas boêmias,
Olhos livremente apaixonados.
O que pseudo me vem é você
E não posso deixar de acrescentar
A palavra “só”
Antes de você.
O absurdo da triste realidade
Ridícula!
É a mente feminina,
Que tolamente se imagina
Nos braços do doce príncipe
Por ter cruzado
Por um sapo arrumado.
É a mente feminina,
Que tolamente se imagina
Nos braços do doce príncipe
Por ter cruzado
Por um sapo arrumado.
domingo, 19 de junho de 2011
Teatro
O vaso com falsas pétalas
Finge que alegra
A triste casa sob areia.
O trovão desperta
O medo retardado
Que apenas lamenta o passado.
O mar é imitado
Pelas folhas que seguem o passo
Desse vento que é um companheiro lastimável.
Finge que alegra
A triste casa sob areia.
O trovão desperta
O medo retardado
Que apenas lamenta o passado.
O mar é imitado
Pelas folhas que seguem o passo
Desse vento que é um companheiro lastimável.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Minha perseguidora
Oh loucura
Eu já não te disse para ir embora?
Me deixe cá!
Não sou nada sua!
Essa loucura
É puramente possessiva
Tem em mim obsessão
Não aceita nosso divórcio
Meu casamento com a sanidade.
Eu já não te disse para ir embora?
Me deixe cá!
Não sou nada sua!
Essa loucura
É puramente possessiva
Tem em mim obsessão
Não aceita nosso divórcio
Meu casamento com a sanidade.
sábado, 11 de junho de 2011
Meu mundo
Minha varanda
tem dois sóis e uma lua
que nos chamam para caminhar
Nela passa
uma rua infinita
com um louco a cantarolar
que uma estrela
ele descobriu bem ali
confundida
com um poste de luz
destinado a sempre brilhar
na minha varanda
passa dia e passa noite
numa misteriosa mistura
que nos faz pegar
aquele ônibus
sem direção alguma
com flores e senhores
sempre a cantar
que uma estrela
eles descobriram ali
esperando-os adormecida
sonhando que era apenas
um poste de luz
tem dois sóis e uma lua
que nos chamam para caminhar
Nela passa
uma rua infinita
com um louco a cantarolar
que uma estrela
ele descobriu bem ali
confundida
com um poste de luz
destinado a sempre brilhar
na minha varanda
passa dia e passa noite
numa misteriosa mistura
que nos faz pegar
aquele ônibus
sem direção alguma
com flores e senhores
sempre a cantar
que uma estrela
eles descobriram ali
esperando-os adormecida
sonhando que era apenas
um poste de luz
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Um pouco de poesia cabeça
Minha pura química
Seu afrodisíaco perfume
De butano de etíla
Dilata todas as minhas veias
Acelera as contrações
Do meu músculo apaixonado.
Seu afrodisíaco perfume
De butano de etíla
Dilata todas as minhas veias
Acelera as contrações
Do meu músculo apaixonado.
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