sábado, 17 de setembro de 2011

Só você?

O que eu queria
Era um príncipe vindo a pé,
De barba por fazer,
Violão nas costas,
Poesia nos lábios,
Promessas boêmias,
Olhos livremente apaixonados.

O que pseudo me vem é você
E não posso deixar de acrescentar
A palavra “só”
Antes de você.

O absurdo da triste realidade

Ridícula!
É a mente feminina,
Que tolamente se imagina
Nos braços do doce príncipe
Por ter cruzado
Por um sapo arrumado.

domingo, 19 de junho de 2011

Teatro

O vaso com falsas pétalas
Finge que alegra
A triste casa sob areia.

O trovão desperta
O medo retardado
Que apenas lamenta o passado.

O mar é imitado
Pelas folhas que seguem o passo
Desse vento que é um companheiro lastimável.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Minha perseguidora

Oh loucura
Eu já não te disse para ir embora?

Me deixe cá!
Não sou nada sua!

Essa loucura
É puramente possessiva
Tem em mim obsessão
Não aceita nosso divórcio
Meu casamento com a sanidade.

sábado, 11 de junho de 2011

Meu mundo

Minha varanda
tem dois sóis e uma lua
que nos chamam para caminhar

Nela passa
uma rua infinita
com um louco a cantarolar

que uma estrela
ele descobriu bem ali
confundida
com um poste de luz
destinado a sempre brilhar

na minha varanda
passa dia e passa noite
numa misteriosa mistura
que nos faz pegar

aquele ônibus
sem direção alguma
com flores e senhores
sempre a cantar

que uma estrela
eles descobriram ali
esperando-os adormecida
sonhando que era apenas
um poste de luz

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Um pouco de poesia cabeça

Minha pura química

Seu afrodisíaco perfume
De butano de etíla
Dilata todas as minhas veias
Acelera as contrações
Do meu músculo apaixonado.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Simplesmente perdão

Não fui uma boa amiga
Julguei sem possuir conhecimento
Julguei sem me importar se te feria
Julguei achando ser a voz da razão
Usei e abusei da imaturidade
Proclamei juras que nunca pretendi cumprir
Fiz cena te usando como palco

Não fui uma boa amiga
Me afastei assim que soube do novo
Te afastei quando me senti excluída
Deixei o ciúmes conduzir meus atos
Dei sermão sem saber rezar a missa
Me mostrei uma verdadeira hipócrita ao apontar seus erros
Sem me dar conta que um dia eu mesma os cometi
Apontei para os seus erros sem querer olhar os meus
Não pensei em ser compreensiva quando te acusei
Não pensei em você quando proclamei querer o seu melhor
Pensei em mim
Fui egoísta e pensei em mim
E tentei espantar o que poderia interferir na minha rotina
No meu ideal de mundo perfeito

Não fui uma boa amiga
Agora tenho apenas um pedido de desculpas para oferecer
E um pedido de suplica para não deixar
Que nossa amizade se esvaia ou se desgaste
Como o sangue foge do pulso ou a faça perde o corte.