Minha varanda
tem dois sóis e uma lua
que nos chamam para caminhar
Nela passa
uma rua infinita
com um louco a cantarolar
que uma estrela
ele descobriu bem ali
confundida
com um poste de luz
destinado a sempre brilhar
na minha varanda
passa dia e passa noite
numa misteriosa mistura
que nos faz pegar
aquele ônibus
sem direção alguma
com flores e senhores
sempre a cantar
que uma estrela
eles descobriram ali
esperando-os adormecida
sonhando que era apenas
um poste de luz
sábado, 11 de junho de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Um pouco de poesia cabeça
Minha pura química
Seu afrodisíaco perfume
De butano de etíla
Dilata todas as minhas veias
Acelera as contrações
Do meu músculo apaixonado.
Seu afrodisíaco perfume
De butano de etíla
Dilata todas as minhas veias
Acelera as contrações
Do meu músculo apaixonado.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Simplesmente perdão
Não fui uma boa amiga
Julguei sem possuir conhecimento
Julguei sem me importar se te feria
Julguei achando ser a voz da razão
Usei e abusei da imaturidade
Proclamei juras que nunca pretendi cumprir
Fiz cena te usando como palco
Não fui uma boa amiga
Me afastei assim que soube do novo
Te afastei quando me senti excluída
Deixei o ciúmes conduzir meus atos
Dei sermão sem saber rezar a missa
Me mostrei uma verdadeira hipócrita ao apontar seus erros
Sem me dar conta que um dia eu mesma os cometi
Apontei para os seus erros sem querer olhar os meus
Não pensei em ser compreensiva quando te acusei
Não pensei em você quando proclamei querer o seu melhor
Pensei em mim
Fui egoísta e pensei em mim
E tentei espantar o que poderia interferir na minha rotina
No meu ideal de mundo perfeito
Não fui uma boa amiga
Agora tenho apenas um pedido de desculpas para oferecer
E um pedido de suplica para não deixar
Que nossa amizade se esvaia ou se desgaste
Como o sangue foge do pulso ou a faça perde o corte.
Julguei sem possuir conhecimento
Julguei sem me importar se te feria
Julguei achando ser a voz da razão
Usei e abusei da imaturidade
Proclamei juras que nunca pretendi cumprir
Fiz cena te usando como palco
Não fui uma boa amiga
Me afastei assim que soube do novo
Te afastei quando me senti excluída
Deixei o ciúmes conduzir meus atos
Dei sermão sem saber rezar a missa
Me mostrei uma verdadeira hipócrita ao apontar seus erros
Sem me dar conta que um dia eu mesma os cometi
Apontei para os seus erros sem querer olhar os meus
Não pensei em ser compreensiva quando te acusei
Não pensei em você quando proclamei querer o seu melhor
Pensei em mim
Fui egoísta e pensei em mim
E tentei espantar o que poderia interferir na minha rotina
No meu ideal de mundo perfeito
Não fui uma boa amiga
Agora tenho apenas um pedido de desculpas para oferecer
E um pedido de suplica para não deixar
Que nossa amizade se esvaia ou se desgaste
Como o sangue foge do pulso ou a faça perde o corte.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Saia justa
O príncipe perdeu o cavalo branco, a capa esvoaçante, as delongas para o primeiro beijo, mas não deixou de ser príncipe e de ser esperado. A nova mulher mistura com grande harmonia a mente e o coração, afugentando muitos valentões que ainda não se adaptaram a essa nova sociedade mista.
A “saia justa” consegue dar mais uma “apertada” na mulher andrógina ao fazê-la enfrentar a descriminação e o preconceito.
Porém a determinação dessa forte geração é revigorante e não se deixa abalar. A mulher vem assumindo postos importantes na sociedade, no mercado de trabalho e nas decisões mundiais, tudo isso para obter uma sociedade mais justa e igualitária e sem descer do salto alto.
A “saia justa” consegue dar mais uma “apertada” na mulher andrógina ao fazê-la enfrentar a descriminação e o preconceito.
Porém a determinação dessa forte geração é revigorante e não se deixa abalar. A mulher vem assumindo postos importantes na sociedade, no mercado de trabalho e nas decisões mundiais, tudo isso para obter uma sociedade mais justa e igualitária e sem descer do salto alto.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Um pouco de crônica
Na casa de escritores
Oh meu Deus! Ok, eu preciso parar de começar com essa frase. Mas é que... Oh, meu Deus!
Eu estou sozinha com o Tarado! Se ele decidir me ataradar ninguém vai ver. Mesmo se eu gritar a chance de alguém vir me ajudar a tempo é bem pequena.
Anotação pessoal: não vir à casa de escritores de madrugada.
Deve ser simples, eu apenas tenho que ignorar a presença dele e fingir que estou escrevendo algo que não diz respeito a ele.
Certo, eu não resisto. Vou descrevê-lo.
Alto ( um metro e oitenta), pele branca, cabelo cacheado preto, olhos verdes e usa óculos (armação sutil). Também usa pulseira prata no pulso direito, tênis branco da Adidas. Infelizmente ele usa roupa comum (calça jeans e camisa pólo; como a policia poderia identificar o meu agressor sendo que ele se veste exatamente como todos os homens?!). e o item que lhe da o nome: armado. Não, não com uma arma branca ou de fogo. Mas ele, por si só, está armado. Como sempre. É por isso que o apelido dele é tarado.
Hum... Talvez eu deva ficar mais tranqüila, já que entrou mais quatro pessoas.
Detalhe: apenas homens (mais dois com camisa pólo). E mais, homens com meio cérebro. “grandes, burros e mal acabados”. Mas eu não devo me preocupar com eles. Pois estão tão concentrados falando de futebol que eu poderia estar nua que eles nem perceberiam.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Alguém explica?
Eu não entendo porque conforme crescemos ficamos cada vez mais presos? Sim, presos. Ficamos acorrentados às formalidades, regras de etiqueta, estereótipos impostos pela moda, pela sociedade. Temos que atender às expectativas, mudar a nossa postura, sorrir quando queremos chorar.
Tornamos-nos artificiais, superficiais. Repreendemos tanto nossas vontades, impulsos e pensamentos que se torna muito fácil nos perdemos de nós mesmos.
Porém, há alguns corajosos. Há os que choram sem vergonha de chorar, discordam quando acham que as coisas não estão certas e pensam sem medo de serem criticados.
Então, caro leitor, por que não reivindicar um direito nosso, previsto pela constituição naquela parte que afirma que toda criança tem o direito de brincar e aprender? Afinal, já diziam os sábios, todo adulto tem uma criança dentro de si.
Tornamos-nos artificiais, superficiais. Repreendemos tanto nossas vontades, impulsos e pensamentos que se torna muito fácil nos perdemos de nós mesmos.
Porém, há alguns corajosos. Há os que choram sem vergonha de chorar, discordam quando acham que as coisas não estão certas e pensam sem medo de serem criticados.
Então, caro leitor, por que não reivindicar um direito nosso, previsto pela constituição naquela parte que afirma que toda criança tem o direito de brincar e aprender? Afinal, já diziam os sábios, todo adulto tem uma criança dentro de si.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Dedicatória a cinco flores
Confiança
Será que o amanhã terá mais cores
Que não sentirei mais dores
Nem rancores?
O que esperar do dia que virá...
Meus sorrisos continuaram
Meus sonhos se concretizaram
E nossa amizade, nossa amizade
Será minha maior companhia.
Será que o amanhã terá mais cores
Que não sentirei mais dores
Nem rancores?
O que esperar do dia que virá...
Meus sorrisos continuaram
Meus sonhos se concretizaram
E nossa amizade, nossa amizade
Será minha maior companhia.
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